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segunda-feira, 3 de março de 2025

POEMA A CAMÕES E VASCO DA GAMA

 

Poema a Camões e Vasco da Gama

 

No alvor da História, em tempos ancestrais, 

Dois heróis surgiram, destemidos e fortes, 

Gama, navegador de mares e portos, 

E Camões, poeta de palavras imortais.

Traçou rotas marítimas, desbravando o mar imigo, 

Vasco da Gama, audaz e intrépido capitão, 

Descobrindo caminhos para a Índia, com devoção, 

Enfrentando tormentas, bravatas e muito perigo.

Nas asas da língua lusitana, 

Em versos que ecoam como onda insana,

Camões escreveu uma epopeia grandiosa, 

Contando o feito, o mito e a glória famosa.

Mas hoje, oh triste sina, os políticos cegos, 

Querem apagar a chama que arde nos seus versos, 

E negar a Gama o mérito dos seus legados diversos.

Que as memórias destes gigantes não emudeçam, 

Que a língua portuguesa floresça e viceje, 

E que estes heróis em nossa alma resplandeçam.

 

30 de Junho de 2024

terça-feira, 30 de julho de 2013

M.C.

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OLHAVA POR NÓS, SIMPLESMENTE
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Com um olhar que escondia

A sua luz,

Olhava através e

Para além dela,

Da janela da miragem

Transportando a sua cruz.

Olhar perdido

Longínquo

Comprido,

Abrangente

Sem qualquer paragem.

Olhava sem querer

Olhava simplesmente

E sem ver

Olhava,

Olhava a paisagem.



Um dia, o seu ser

Começa a afastar-se

Do seu corpo finito

Encetando a viagem

Vogando leve e

Livremente

Pelo espaço infinito,

Largando a sua cruz.

Estava sem estar

E sem ver, via

Toda a engrenagem.

Libertara-se lentamente

Dos valores terrenos

Em busca da luz

E dos saberes plenos.

Marcara o dia

Para a sua passagem

E partiu calmamente

Sendo o que sempre foi,

A energia

Que nos protege

E dá coragem
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quinta-feira, 28 de março de 2013

domingo, 10 de março de 2013

A CADEIRA DE LONA

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A CADEIRA DE LONA

A cadeira de lona
Convida à reflexão
O café fumegante
Desperta os sentidos
O sol, no seu ocaso,
Fala de amor
Antes da chegada dos ventos frios.
O ar salgado do mar
Cheira a relva
Acabada de cortar.
O meu pensamento corre então
Ao encontro da tua voz,
Parando o tempo nas horas mortas.
E vi-te então
Nua e transparente
Vogando ao de leve
Sobre o atol.
Depois,
Só o reflexo salgado
De espumantes ondas,
Nas rochas e na areia,
Onde bandos de gaivotas
Se viram cerimoniosamente
Para os lados do pôr do sol.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

RÁDIO LUSITÂNIA

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SÁBADO 9 DE FEVEREIRO 2013
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VOU ESTAR À CONVERSA NA "RÁDIO LUSITÂNIA CB" , NO PROGRAMA "MÁQUINA DO TEMPO" COM CARMEN DOLORES, DEPOIS DAS 22H30
PODE OUVIR-ME AQUI:
OBRIGADO
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SÁBADO, DIA 9 DE FEVEREIRO

VOU ESTAR À CONVERSA AQUI
http://www.radio.lusitaniacb.net/leitor2a.htm
POR VOLTA DAS 22H30 OU UM POUCO MAIS
NO SÁBADO, 9 DE FEVEREIRO

NÃO PERCA

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

TENHO

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TENHO



Tenho

Atravessado na garganta

O desejo melodioso da flauta

O sereno silêncio do assobio

E o sabor gracioso de uma cereja.

Tenho-te a ti, rosa branca

Água da manhã, bebida santa,

Telhado, pinhal, peixe de rio,

Calmo murmúrio de uma igreja.

Tenho

Deitados na minha manta,

O mudo sabor de um arrepio,

Um grito, um pássaro, um pouco de frio,

O cheiro do pomar, ou o que quer que seja.
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