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sábado, 15 de dezembro de 2012

LADRÃO DE SORRISOS

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LADRÃO DE SORRISOS

Calcorreio o passeio junto ao mar
Em demanda de bons ares
Em mais uma página do mesmo livro,
Faço-me ladrão de sorrisos
Que levo comigo
Como prémio
Ou castigo.
Nunca os vejo,
Os olhares
Ou os risos
Ou as promessas
Ou mais uma página da mesma história
Só os sinto na aragem
Que me abraça
Aquando da minha passagem
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

QUERO UM CANTO DE MIM

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QUERO UM CANTO DE MIM

Só quero paz e sossego
Que chatice!
Quero um canto de uma sala
Um canto do mundo
Um canto de mim
Um canto para estar só.
Deixem-me em paz,
Já disse!
Quero parar,
Para pensar
Para me conhecer
Para desatar este meu nó.
Eu só quero ser feliz
Quero ser audaz
E ter a vida que sempre quis.

Deixem-me em paz,
Já disse!
 Que chatice!
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

NO SUAVE ARDOR DA LUTA

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NO SUAVE ARDOR DA LUTA

No suave ardor da luta
Começo a ser ave
E a querer voar.
As mãos em concha,
O orvalho,
A batuta,
O sangue das framboesas,
A sede de te amar.

Subo ao ramo mais alto,
Chamo por ti de mansinho,
Trepas a medo,
É tão breve o salto!

Voamos juntos?
-Não, ainda é cedo!

No ar, paira o cheiro a rosmaninho.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

QUE QUERES DE MIM?

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QUE QUERES DE MIM?

Que queres de mim?
Porque me chateias?
Queres a minha ira,
A raiva de uma vida solta,
E o desânimo pelo fogo que ateias,
Um pesadelo no sono,
A tristeza,
O abandono,
A resistência que não volta,
A morte da minha firmeza,
E o apagar da vida que tenho nas veias?
Queres que vá por caminhos de revolta,
Que me dê com gente que odeio,
Que renegue os valores que premeio
E que desista de viver
E não queira mais sonhar,
Que me deixe abater
Ou até paralisar,
Ou mesmo, gostar do que vivi?
-Não, não quero, desiste, não vou por aí!
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sábado, 8 de dezembro de 2012

AMEI-TE LOUCAMENTE



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AMEI-TE LOUCAMENTE

Que é que foi? Que te fiz eu?
Porque me atormentas?
Limitei-me a deixar de ser
A viver a tua vida, e a não ver
Razão para que invoques o que lamentas
E o egoísmo que te consome
Encapotado em firmeza
Matou a minha sede, a minha fome
E a minha certeza.
Gostei de ti, amei-te loucamente
Deixei a minha casa, esqueci a minha gente
Por ti abandonei o meu modo de viver
Por momentos quis ser a tua imagem
Cheguei a pensar que morrer
(Por ti)
Era um acto de amor e não de coragem.

Quero chorar,
Não tenho lágrimas para provar
A tristeza que me consome.
Quero partir,
Não tenho caminhos para ir
Que matem a minha fome.
Fizeste-me infeliz,
Inseguro e carente,
Mas tudo foi porque eu quis.

Gostei de ti, amei-te loucamente.
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