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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

À CHUVA

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À CHUVA



Da chuva

Nada te guardava

Ou protegia,

Nem o teu olhar vazio

Que nada mudava

Nem o teu sorriso triste

Que o meu olhar via.

Tudo te molhava,

O teu olhar perdido

O teu andar esguio

E o teu sorriso crispado, em riste.

E nada mudava,

Chovia.
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domingo, 25 de novembro de 2012

PODE SER QUE...



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PODE SER QUE...

Pode ser que um dia nos afastemos
Mas hoje, vamos caminhar juntos na estrada que construímos
Vamos aproveitara amizade que temos
Vamos andar por vilas e cidades
Saltar cercas e transpor abismos
Subir e descer as mais íngremes colinas
Aplanando com alegria todos os obstáculos
Desbravando esperança e abrindo caminhos
E se realmente um dia nos afastarmos
Pode ser que mais tarde nos reencontremos
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SOU UM BARCO COM VELAS



SOU UM BARCO COM VELAS

Sou um barco com velas
Que no mar agitado do meu pensamento
Entre o desejo da partida
E a delonga da chegada
Nunca mais chega.
Não anda sem ti
Que és água e vento
e sol e estrelas.
És tu quem me tiras do desalento
E com passo lento
Quase imperceptível
Me guias
Pelos bons caminhos
Aplainados e sem remoinhos
Da sabedoria e do crescimento
Contigo
Enfuno as velas
Contorno descaminhos
Galgo as ondas do mar imigo
E esqueço o meu lamento.
Fico mais forte
Dispenso sentinelas
Olho o destino que persigo
E preparo a alegria da chegada
De uma viagem de que ninguém sabe
As lutas para vencer a sorte
E os sonhos, olhando as estrelas
Para enganar a morte.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

NA MINHA CIDADE



NA MINHA CIDADE

Na minha cidade
Nasce o Norte insubmisso
E gente de rostos rugosos
Falando com impropérios
Nasce o regionalismo com viço
E com a sua luz, 
Nos belos invernos chuvosos
Também nascem os mistérios

A minha cidade
Cheira a rio e cheira a mar
E tem poentes de ouro
A enfeitar o granito.
Tem pombas a esvoaçar
Rabelos colorindo o Douro
 E mar até ao infinito.
Tem uma bruma no ar
Gente que é um tesouro
E pregões ditos em grito.


Na minha cidade
Fala o pobre e fala o rico.
Comendo castanhas e iscas
Fala a voz de uma naçom.
Contra qualquer mexerico
Loas aos quadrados e às riscas
Gritam na pantera e no dragão

Na minha cidade
Ouço o silêncio, absorto
Aqui e ali quebrado
Por  gente de qualquer idade
Com gritos de, VIVA O PORTO.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

UMA, DUAS VEZES, E TRÊS


Por ti porfio
E estou carente.
Olha como me falas,
Tem tento!
Eu sei que não te ralas
Sei que hoje é a minha vez
E que tu não tens tempo
Mas,
As tuas palavras têm cio
Entram em mim
Ficam cá dentro
E são um desafio
À minha sensatez.
Perco-me em ti e em mim
Esqueço o não, e sem lamento
Toco o corpo que porfio
Entrando na tua nudez
Onde só me apetece dizer sim,
Um sim comprido e lento
Como o delta de um rio,
Uma, duas vezes, e três.

domingo, 6 de maio de 2012

POEMA DE EMANUEL LOMELINO

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OLHANDO O MAR
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Olhando o Mar
poema sobre foto de José Fernando Magalhães , com o mesmo título

Contempla na ausência dum olhar
o tempo que foge e se esvai feroz
como estas ondas suicidas do mar
que as areias da praia vêm beijar
segredando a vida, isentas de voz.

Escuta, do silêncio, a sua quietude
sente a brisa desse Zéfiro matinal
antes que o celestial sopro mude
esse som que te hipnotiza e ilude
como instante que se nega mortal.

Grava em teu âmago as imagens
do tempo efémero, cruel e duro
que ao passado faz suas viagens
deixando agora apenas miragens
daquilo que não verás no futuro
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quarta-feira, 21 de março de 2012

OLHO PARA TI

Olho para ti
E vejo que não estás cá
Aquém
O teu corpo, sim
A mão que me afaga, também

Saíste em busca do nada
Do cheiro da madressilva em mim
Do pomar que se vê ao longe, além
Do doce sabor da amora
E da felicidade sonhada

Olho para ti
Sentindo o teu perfume
Ao que cheira nem eu sei;
A água de rosas
Da cor do lume
Ou a algum pomar que atravessei.

(no dia mundial da poesia)

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